Conscientização Islâmica: Uma Guerra de Idéias

Todos os louvores são para Ele, o Senhor dos Mundos e que a paz e as bênçãos de Allah estejam com Muhammad, seus companheiros e fiéis seguidores.

Vivemos, hoje em dia, uma verdadeira batalha de idéias concernentes à nossa ummah al islamiyah. Shaikh Anwar al Awlaki diz em uma de suas palestras: “de acordo com o Pentágono e o Rand, há uma luta de idéias tomando conta do mundo muçulmano(...) Este assunto diz respeito aos muçulmanos, esta batalha de idéias é travada entre aqueles que querem seguir o Islam como foi revelado e divulgado por Muhammad (sala Allahu alaihi wa salam) - em sua totalidade e aqueles que querem escolher o Islam, ou seja, os que querem seguir o Islam seletivamente. Entretanto, este não é um problema novo para os muçulmanos, em cada época há Ahl-Haq (aqueles que seguem a Verdade) e há aqueles que querem se desviar do caminho verdadeiro. Através de nossa história esta é uma luta que Allah nos predestinou...”

Desde setembro de 2001, Washington tem se esforçado para influenciar os muçulmanos mudando conceitos e invertendo valores islâmicos. Trocando em miúdos, tem tentado mudar o próprio Islam. Situações similares já aconteceram na história inúmeras vezes. Podemos relembrar quando os rabinos de Bani Isra’il deram uma fatwah (pronunciamento legal emitido por legisladores ou sábios) permitindo ao Rei da Babilônia um relacionamento proibido, indo de encontro às palavras de Allah, subhanahu, reveladas na Torá. E fomos advertidos no Qur’an:

فبما نقضهم ميثاقهم لعناهم وجعلنا قلوبهم قاسية يحرفون الكلم عن مواضعه ونسوا حظا مما ذكروا به ولا تزال تطلع على خائنة منهم إلا قليلا منهم فاعف عنهم واصفح إن الله يحب المحسنين

“Porém, pela violação de sua promessa, amaldiçoamo-los e endurecemos os seus corações. Eles deturparam as palavras (do Livro) e se esqueceram de grande parte que lhes foi revelado; não cessas de descobrir a perfídia de todos eles, salvo de uma pequena parte; porém, indulta-os e perdoa-lhes os erros, porque Deus aprecia os benfeitores.” (Al Ma’ida: 13)

O problema nos dias de hoje é ainda pior, os inimigos do Islam deturpam a religião de Allah, 3aza wa jal, abertamente. Desde a guerra fria, em seu apogeu, podemos observar claramente operações militares e psicológicas com intuito de desviar aqueles que seguem os ensinamentos de Allah(swt e Seus Profetas.

Reformas e construções de mesquitas, programas de televisão e rádio, workshops, cursos e escolas islâmicas são financiadas e patrocinadas para promover o “islam moderado” (ou como diz uma querida irmã: promoção do islam da nova ordem mundial).
Aproveitando esta oportunidade gostaria de lembrar-lhes parte de um dos discursos de George W. Bush, em 2002: “o Islam é uma fé que traz conforto a um bilhão de pessoas(...) é uma fé baseada no amor e não no ódio”. Não que haja qualquer equívoco nestas palavras, o equívoco é aceitarmos que um incrédulo dite regras para a religião que seguimos, o din de Allah, swt. Eles querem nos ensinar o que é o Islam e como devemos seguir a religião de Allah(swt; ao passo que deveríamos buscar esse exemplo na história de nosso amado profeta Muhammad, saws, seus familiares e companheiros.

Outro fato sintomático desta situação é o livro publicado por Sheryl Bernard, Civil Democratics of Islam. Esta mulher é esposa do apóstata Zalmay Mamozy Khalilzad, um “ex-judeu” que foi embaixador americano no Afeganistão durante o governo Bush. Neste livro a autora recomenda algumas mudanças na postura dos muçulmanos, sugerindo, assim, modificações na revelação de Allahu ta3ala.

1) Ela sugere que apenas muçulmanos moderados possam buscar subsídios, ante instituições e governos, para a publicação de seus trabalhos;
2) Também afirma que muçulmanos devem acreditar e adotar a democracia como sistema;
3) Aceitação da lei laica em detrimento da shari3a (que é apenas aceita pelos “radicais”);
4) Respeito aos direitos laicos: das mulheres, minorias religiosas, etc. (como se o Islam não nos instruísse ao respeito, na sua forma mais profunda e do jeito correto); Aqui cabe uma ressalva relevante. Por acaso as minorias religiosas têm o mesmo direito que a maioria? Então devemos permitir e concordar com um membro de uma das minorias governando um país de maioria muçulmana? É exatamente isso que os colonizadores fizeram na maioria absoluta dos países árabes. E os resultados são devastadores: os mais sábios são presos, torturados e mortos e os muçulmanos vivem sob um medo avassalador; o separatismo e sectarismo passam a ser normais e o islam é minado e destruído de dentro para fora.

يا أيها الذين آمنوا لا تتخذوا بطانة من دونكم لا يألونكم خبالا ودوا ما عنتم قد بدت البغضاء من أفواههم وما تخفي صدورهم أكبر قد بينا لكم الآيات إن كنتم

“Ó fiéis, não tomeis por confidentes a outros que não sejam vossos, porque eles tratarão de vos arruinar e de vos corromper, posto que só ambicionam a vossa perdição. O ódio já se tem manifestado por suas bocas; porém, o que ocultam em seus corações é ainda pior. Já vos elucidamos os sinais, e sois sensatos.”(3Imran: 118)

5) Oposição ao terrorismo e à violência, sendo que aquele que defenda será considerado um extremista (alhamdulillah! Então deveríamos nos opor à maioria dos governos europeus e ao americano);
6) Incentivo e apoio à divulgação e aceitação da cultura pré-islâmica (ah, sim! Então deveríamos dar mais valor aos faraós egípcios, berberes africanos e gregos do bilad Sham em detrimento da beleza e riqueza cultural da era islâmica?)
Na verdade isso é uma breve pontuação do que tentam fazer com nossa religião. Eles vêm pontuando e medindo o nosso imaan (fé), taqwah (temor a Allah) e nossa aquidah (crença). E podemos concordar com isso? Pior, podemos, mesmo não concordando, permitir que o façam? É hora de dizermos não aos limites que nos impõem! Nenhum muçulmano é um crente completo se não aceitar as leis de Allah!

فلا وربك لا يؤمنون حتى يحكموك فيما شجر بينهم ثم لا يجدوا في أنفسهم حرجا مما قضيت ويسلموا تسليما

“Qual! Por teu Senhor, não crerão até que te tomem por juiz de suas dissensões e não objetem ao que tu tenhas sentenciado. Então, submeter-se-ão a ti espontaneamente” (Nissa: 65)

Portanto é nossa obrigação é apurar as informações que nos chegam, questionar e duvidar de todos aqueles que nos apresentam opções – por mais interessantes que pareçam – que envolvam a modificação da Palavra de Allah, swt. E Allah, swt, nos admoestou no Qur’an al Karim:

يا أيها الذين آمنوا إن جاءكم فاسق بنبإ فتبينوا أن تصيبوا قوما بجهالة فتصبحوا على ما فعلتم

“Ó fiéis, quando um ímpio vos trouxer uma notícia, examinai-a prudentemente, para não prejudicardes ninguém, por ignorância, e não vos arrependerdes depois.” (Hujjurat: 6)

Um muçulmano que aceita tais “notícias” ou aquele que adere à moderação e adaptação da religião de Allah, swt, apenas para se adequar ao estilo de vida ocidentalizado está incorrendo em kufr (incredulidade). Devemos tomar muito cuidado e sempre nos lembrar das palavras de Rasulullah, saws:

يوشك الأمم أن تداعى عليكم كما تداعى الأكلة إلى قصعتها
فقال قائل : ومن قلة نحن يومئذ؟
قال : بل أنتم يومئذ كثير، ولكنكم غثاء كغثاء السيل، ولينزعن الله من صدور عدوكم المهابة منكم، وليقذفن الله في قلوبكم الوهن
فقال قائل : يا رسول الله!وما الوهن؟
قال : حب الدنيا وكراهية الموت
صحيح طالع صحيح أبي داود 3610

”As nações logo se unirão para atacá-los, como famintos que se reúnem para dividir a comida.
Alguém perguntou: Isso acontecerá porque seremos poucos em número?
Respondeu (Rasulullahi, saws): Não, pelo contrário! Serão numerosos, porém serão como a espuma do mar. Allah retirará o medo do coração de seus inimigos e colocará o "wahn" em seus corações.
Alguém perguntou: O que é "wahn"?
Respondeu: É o amor pela duniya e o ódio (horror) pela morte.” Abu dawud, 3610